12345
 
  Missão e Objectivos CC
 

 

Uma galeria de arte em Castelo Branco?

A pergunta tem razão de ser e impõe-se, sobretudo, quando sabemos ser a produção e a divulgação da arte contemporânea um fenómeno marcadamente urbano e demasiado circunscrito às regiões do litoral. Não obstante, alguma evolução tem vindo a ocorrer nestes últimos anos que pode ser vista como paradigmática de uma nova realidade cultural que pretende transformar a paisagem interior do país. É o caso de algumas iniciativas que, embora surgindo de motivações de natureza privada, se alicerçam no poder público autárquico como suporte político de uma estratégia autonómica determinada por razões de quase sobrevivência: criação de emprego, fixação das
populações, turismo, valorização e competição regional, etc.

É neste sentido que podemos entender a criação da Fundação António Prates em Ponte Sor ou do Museu de Arte Contemporânea de Elvas recentemente inaugurados ou ainda, se quisermos assumir uma perspectiva transfronteiriça, o caso do MEIAC ­ Museu Extremeño e Iberoamericano de Arte Compemporáneo de Badajoz e a recém constituída Fundação Helga de Alvear, em Cáceres, que acolherá, num futuro próximo, uma das melhores colecções de arte contemporânea do país vizinho.

Se do ponto de vista político estão em causa sobretudo transformações da paisagem sócio ­ económica das regiões, a implantação de novos pólos de desenvolvimento local ou o jogo entre áreas de influência, do ponto de vista cultural importa sobretudo aproveitar a criação de um ³circuito cultural do interior² que urge dinamizar, ampliar e divulgar. É este o desafio que em parte assumimos com a criação da 102-100 Galeria de Arte em Castelo Branco.